F.

the only failure is when you say "i give up"

Livro de cabeceira 19 19UTC novembro 19UTC 2009

Filed under: Uncategorized — fernandamurbach @ 11:04 PM

“(…)Ultimamente, quando me sinto sozinha, penso: Então fique sozinha, Liz. Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não-realizados.(…) estive envolvida em algum tipo de drama com algum tipo de cara. Cada qual se sobrepondo ao seguinte, sem sequer uma semana de intervalo entre os dois. E não posso evitar pensar que isso representou uma espécie de entrave no meu caminho rumo à maturidade.

Além disso, tenho problemas de limites com os homens. Ou talvez não seja justo dizer isso. Para ter problemas com limites, é preciso primeiro ter limites, certo? Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa que eu amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro – tudo. Se eu amo você, carregarei para você  toda a sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua própria insegurança, projetarei em você todo o tipo de qualidade que você na verdade nunca cultivou em si mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteirra. Eu lhe darei o sol e a chuva e, se não estivessemos disponíveis, darei-lhe um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e muito mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia será me apaixonar por outra pessoa.

Não é com orgulho que revelo esses fatos sobre mim mesma, mas é assim que sempre foi.(…) Sabe quando algumas pessoas se parecem com seus cachorros? Acho que talvez você sempre se pareça com os seus homens.

Querido Deus, eu realmente gostaria de sair desse padrão, de dar a mim mesma um pouco de espaço para descobrir como sou e como falo quando não estou tentando me misturar com outra pessoa. E também, vamos ser honestos -  pode ser que o fato de eu deixar a intimidade em paz durante algum tempo seja um generoso serviço prestado à coletividade. Quando olho para o histórico amoroso que deixei para trás, ele não parece tão bom. Foi uma catástrofe depois da outra. Quantos outros tipos diferentes de homem posso continuar tentando amar e continuar fracassando ?(…)”

 

 

(GILBERT, Elizabeth. Comer, Rezar, Amar, 2008. – Capítulo 22, página 73 e 74)

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.